O twitter é a nova mania da internet, uma rede social estilo microblog aonde seus usuários postam pequenas mensagens a todo instante que são vistas por todos os seus seguidores. Vários artistas e famosos já entraram na onda e postam suas atividades do dia-a-dia, um prato cheio para os fofoqueiros de plantão.
A relação twitter-jornalismo divide opiniões, alguns acham que a ferramenta pode ser uma nova forma de jornalismo móvel, outros são contra e criticam as informações divulgadas pela rede que impedem os jornalistas mais afobados de terem o seu grande furo de reportagem, como por exemplo, o caso da morte de Michael Jackson que surgiu primeiro no twitter e depois nos telejornais.
Muitas empresas de comunicação no Brasil estão aderindo á rede e publicando notícias de última hora ou as suas manchetes para cair no gosto do leitor e os levarem aos seus websites, no velório do rei do pop um repórter da globo não tinha autorização de imprensa para entrar, conseguiu uma credencial normal e postou as informações no twitter pelo seu celular divulgando para o mundo todo o que estava acontecendo instantaneamente.
Já foi criado um site especialmente para os jornalistas que aderem á rede como ferramenta de trabalho para produção de notícias, pautas e o encontro de fontes, é o ReporTwitter. Em fim o twitter está se mostrando cada vez mais aliado do novo jornalismo como a forma mais barata e mais rápida de se divulgar uma notícia para milhares de pessoas no exato momento em que ela acontece. O twitter acrescenta e não subtrai o que fazem os jornalistas, é o começo de uma nova e melhor forma de se fazer jornalismo.
No twitter você escolhe as pessoas que quer ‘seguir’, celebridades, agências de notícias, sites ou até perfis falsos e de gente que já passou dessa pra melhor, qualquer um pode fazer uma conta na rede e sair atualizando com qualquer coisa, a pergunta básica do twitter é: O que você está fazendo agora? Mas, por favor, não levem essa questão tão a sério.
Rodrigo Coimbra é jornalista formado em 2003 pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni - BH), além de usuário constante da ferramenta e falou sobre o assunto:
‘No meu caso, o Twitter não é só uma maneira de entrar em contato com profissionais ou pessoas que estou seguindo sem ter acesso aos emails particulares, telefones ou quaisquer outros recursos. Você de certa forma invade o espaço do seu seguidor e consegue passar sua mensagem. Tenho me comunicado com profissionais de diversas partes do país usando o Twitter. No caso do Jornalismo, ele acaba se tornando uma forma de ter acesso às informações do que acontece no Brasil e no mundo. Conheço mais referências de sites, de portais de notícias, de blogs corporativos e pessoais. É uma avalanche de informação que aos poucos vou peneirando e descobrindo quem são as pessoas mais certas que devo seguir para ter, diariamente, acesso àquilo que seja relevante para o meu dia-a-dia. Já fiz entrevista pelo Twitter, consegui emprego para amigos, dei informações sobre minha terra natal, fiz amizades e contatos profissionais e isso em menos de um ano como usuário e sem seguir tanta gente assim’
Rodrigo também ressalta sobre a comunicação e divulgação instãntanea que o twitter proporciona aos seus usuários:
‘Os sites de notícias sempre postam os seus destaques, com o Twitter, a informação chega até a mim. Eu não preciso mais manter uma lista de sites favoritos, basta segui-los que as notícias batem à minha porta. O Twitter pode ser visto também como uma ferramenta de audiência. Você twitta um assunto e aquilo se replica, muitos clicam no link que você enviou. Se o Jornalismo será beneficiado ou prejudicado? Não digo pela maioria, apenas por mim: de forma alguma. Ficará ainda mais prazeroso de se fazer. O Twitter surgiu de forma despretensiosa com o intuito de facilitar a vida das pessoas na forma de se comunicarem, dando certa agilidade e rapidez’
Rodrigo já trabalhou para os impressos Estado de Minas, O Tempo, Hoje em Dia e Lance. Atua no mercado de comunicação empresarial desde 2005, atualmente realiza especialização em Língua Portuguesa e responde pela Assessoria de Comunicação da Universidade Tiradentes.
Felipe Martins
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
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