Mediante a passagem do dia da criança, entrevistei hoje dia 07 de outubro a adolescente Maria Carvalho Almeida, que tem 19 anos, mora no bairro Augusto Franco em Aracaju, tem três filhos e fuma crack todos os dias. Ela diz que começou suas experiências sexuais muito cedo, aos doze anos, enfrentou sua primeira gravidez. O pai de seus filhos também tem uma vida precoce, no que diz respeito a álcool, drogas e furtos, hoje ele não convive mais com sua família, reside no complexo Penitenciário Carvalho Neto em São Cristovão.
Hoje, vemos que muitas crianças perdem-se no auge da infância, trocando os tão almejados brinquedos por prostituição e drogas. Isso estar se tornando uma condição crítica da infância em nossa cidade.
A droga
Falando sobre o vício, Maria Carvalho Almeida diz que deixa a droga quando quiser, pois não é viciada. Porém se prostitui para conseguir 10 (dez) reais de crack quase todos os dias. Menciona também que o efeito da maconha é mais demorado, mas o crack em poucos segundos passa
Família
A mãe de Maria Carvalho Almeida é dona de casa, cria quatro filhos e dois netos, traz a árdua batalha de presenciar a vida da filha. Seu esposo, assassinado em 2002, era lavrador, mas em outros momentos praticava roubos e para ajudá-lo levava a filha, que trazia na carona de uma moto guiada por ele, o material furtado.
Educação
Ao ser questionada sobre o seu grau de escolaridade, Maria Carvalho Almeida disse que parou de estudar na 5ª série, hoje 6º ano do ensino fundamental. Menciona que o que mais lhe agradava na escola, era quando concluía as atividades e a professora elogiava por estar tudo certo, falou também, que acha fundamental a prática de esportes na escola, assim como, atividades culturais. Disse ter participado de um programa educacional e confessou que ela e seu esposo, entravam no local com cola de sapato e maconha e que faziam uso das drogas, em cima das árvores. Atualmente está matriculada, porém não encontra tempo de ir para escola porque sai para arrumar dinheiro para usar o crack.
Programas
Para usar a droga a menina faz programas. Ao ser questionada sobre o assunto, ela diz não concluir os programas, sempre acompanhada de alguma colega, ludibriam os “Coroas”, como diz, pegam o dinheiro e somem.
Pontos e grupos vulneráveis
As feiras livres em Aracaju não se limitam a ser somente pontos de comercialização de objetos diversos, mas também ambiente de prostituição e pedofilia,Maria Carvalho Almeida, afirma que muitos homens pagam em torno de R$ 40,00 a R$ 50,00, para ter relações com menores e falou também sobre a vulnerabilidade dos engraxates com relação ao uso de drogas.
RODRIGO BOMFIM
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário