Condutores chegam a pagar até R$ 5,00 reais pela vaga
É comum transitar pelas ruas e encontrar vários flanelinhas acenando para as vagas, muitas vezes em estacionamentos públicos. Os locais que deveriam ser de livre acesso para os motoristas viraram, para os flanelinhas, uma forma de ganhar dinheiro ainda que de forma irregular. As vagas localizadas em ruas e avenidas que não possuem o parquímetro e que não são privadas, não podem ser cobradas independentemente do tempo em que o veículo ficar parado.
Segundo o médico Luiz Fernando Moura, os transtornos são freqüentes, já que o local é público e não deve possuir taxa. “Como é que eu paro o meu carro numa vaga de livre acesso e ainda tenho que dar dinheiro para esses meninos? Isso está errado”, afirma o médico.
Na Orla de Atalaia, há um grande espaço gratuito para os veículos estacionarem e mesmo assim, principalmente nos finais de semana, os flanelinhas encostam nos motoristas e cobram pelas vagas. Alguns aguardam os condutores esticarem as mãos e pagarem à quantia que quiserem, mas outros chegam a estabelecer um valor para o pagamento. Como é o caso do espaço localizado ao lado do bar Coqueiral na Orla. O local não exige cobrança, mas para os veículos estacionarem é preciso pagar R$ 5,00 pela vaga.
De acordo com a estudante Larissa Shulz, os flanelinhas já tomaram conta dos estacionamentos e ninguém faz nada porque eles oferecem medo. “Eu sei que é um direito meu não pagar pela vaga, mas eu tenho medo de reclamar e sofrer algum tipo de agressão. Por isso, mesmo insatisfeita, eu prefiro pagar o que está sendo cobrado”, conta a estudante.
Parquímetro
Os parquímetros espalhados pelo centro da cidade também viraram alvo dos flanelinhas. Ao estacionar o carro, o motorista deixa de retirar o tíquete no parquímetro e entrega o dinheiro a um dos flanelinhas. Os próprios se aproximam dos carros e dizem que não é preciso retirar o tíquete, pois quando o condutor retornar o valor será acertado. Valor que fica em torno de R$ 1,00.
Apesar de existirem fiscais terceirizados que tomam conta dos parquímetros, a ilegalidade dos rotativos pode ser encontrada com frequência. De acordo com a fiscal, Fabiana Menezes, os flanelinhas não respeitam os fiscais e por estarem em grande número, nada pode ser feito. “Estou aqui todos os dias e no início eu reclamava com eles, mas agora eu já não tenho mais o que fazer. Já fui até ameaçada. Cada dia que passa o número de flanelinhas dobra, não tem como ter um controle”, explica.
Juliana Moura
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
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