Definida por Pierre Lévy como o conjunto de técnicas, práticas, atitudes, modos de pensamento e valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço (novo meio de comunicação que surgiu da interconexão mundial dos computadores), a cibercultura, como qualquer implantada no cotidiano do ser humana de forma global, gera discórdias, estudos e discussões favoráveis e contraditórios.
Os primeiros estudiosos do ciberespaço, o enxergaram como algo anárquico. Um espaço onde tudo poderia ser feito paralelamente ao ‘mundo real’. Com o passar do tempo, a sociedade observou que não seria bem assim.
Pierre pontua que os Estados foram pioneiros na adaptação da nova estrutura tecnológica e a desenvolver a prevenção de ataques contra esses arquivos. Assim, os ‘ciberpunks’ tornaram-se os maiores contraventores dessa era.
Afirma que a aceleração da mudança, a virtualização e a universalização sem fechamento, são tendências de fundos irreversíveis, os quais os seres humanos devem integrar a todos os raciocínios e decisões, tornando as conseqüências destas ações indeterminadas do ponto de vista econômico, político e social. O mundo se tornou frágil e dependente do andamento da cibercultura.
O livro prevê que as grandes corporações da mídia mundial, irão concorrer de igual para igual com pequenos produtores. É o que acontece hoje através do ‘Youtube’.
Em relação à ‘consciência coletiva’(ou inteligência coletiva), Pierre Lévy é esperançoso, ao afirmar que esta “pressupõe a capacidade de criar e desenvolver a confiança e aptidão para tecer laços duráveis...o ciberespaço oferece um poderoso suporte de inteligência coletiva, tanto em sua faceta cognitiva quanto em seu aspecto social”.O homem precisa ser lúcido para lhe dar com a determinada situação.
O risco do contato humano ser substituído pelo contato através do ciberespaço também comentado por Pierre.Segundo ele, o homem poderá sobrecarregar as ações executadas pelos olhos e deixar de possuir sentidos como o tato,por exemplo.
A criação de uma classe dominante dentro do ciberespaço, como um dos fatores prejudiciais à inteiração entre o homem e a cibercultura também foi prevista pelo cientista.A teoria se comprova, a partir do momento em que vivemos numa sociedade que idolatra fenômenos como ‘Tapa na pantera’ e Stefany Cross Fox’.
Um pesquisador mais atual do assunto, Andrew Keen, acusa a cibercultura de abrir espaço para a mediocridade, como o dispudor em disseminar a vida privada, a exemplo dos blogs. Ele também afirma que no ciberespaço, opiniões sobre arte, política e cultura são confundidos. Uma vez que não existe um comprometimento e averiguação na formação do conteúdo ali exposto.
Maria Rosa e Arthur Soares
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
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Quando me refiro a 'Estados', falo da instituição e não dos 'Estados Unidos'.
ResponderExcluirMaria Rosa.
Como tudo na vida, a internet e seu ciberespaço têm suas qualidades e seus defeitos e nessa oportunidade Pierre Lévy fala um pouco sobre eles.
ResponderExcluirAo longo dos séculos diversas mudanças aconteceram nas vidas das pessoas, no entanto após o advento da internet, essas mudanças acontecem de forma cada vez mais rápida e isso tem causado muito espanto e discussão.
Mudanças comportamentais e sociais estão dentre as mais discutidas pelos estudiosos e interessados pelo ciberespaço, pois o mundo virtual vem afastando as pessoas de um convívio mais presencial, segundo o autor, “o homem poderá sobrecarregar as ações executadas pelos olhos e deixar de possuir sentidos como o tato, por exemplo.”
Acredito que Lévy foi um pouco radical ao afirmar tal idéia, pois vejo no ciberespaço um meio facilitador para inícios de relacionamentos antes jamais pensados.
Quantos e quantos relatos nós temos sobre pessoas que se conheceram pessoalmente depois de manterem contato pela internet?
Claro que tudo tem sua exceção, existem os que preferem se esconder atrás da tela de um computador e se passarem por “loiro, de olhos azuis, com 1,80m”, no entanto, para muitos ela vem sendo utilizada para quebrar barreiras antes impostas.
Outro assunto discutido é a banalização do que é veiculado. Pois por não haver controle, qualquer pessoa disponibiliza no meio virtual, textos, vídeos, áudios sobre o que quiser da forma que bem entender.
Creio que temos o direito à liberdade de expressão, no entanto não podemos deixar que esse direito se torne algo perigoso para o bom andamento da sociedade, pois tenho certeza que essa total liberdade sem um controle, por mínimo que seja (sem falarmos em censura) vai chegar a um ponto caótico, pois Karl Marx já dizia que a sociedade não se auto-regula, precisa do Estado para regular o seu bom funcionamento.
Estou falando em compromisso com o direito do outro, ou seja, você quer falar e divulgar sua vida em blog’s, fotolog’s, orkut, tudo bem. Agora, vai falar algo sobre alguém, vai emitir opinião sobre algum fato ou a vida de alguém, fale com provas e bom-senso, pois esse “controle” será para preservar a moral do ofendido.
LESSIO CERQUEIRA