segunda-feira, 28 de setembro de 2009

População sergipana diz que greve dos bancários só veio a prejudicar

Em virtude da greve instaurada pelo Sindicato dos bancários na última quinta-feira, 24, a população, usuária desses serviços, foi quem saiu perdendo. E em Sergipe a situação não poderia estar diferente, pois a grande maioria das agências bancárias se encontra fechada e isso tem impedido o acesso das pessoas nas dependências dos bancos, para realizarem suas transações.

Basta percorrer as ruas da cidade para perceber o descontentamento das pessoas pelo fato de terem que permanecer em imensas filas de lotéricas, para tentar resolver seus problemas. São idosos, trabalhadores apressados, que dispõem somente de um curto espaço de tempo e por isso se encontram insatisfeitos com essa condição.

“Nós, o povo, merecemos mais respeito! Não estamos cobrando nenhum absurdo, é nosso direito como clientes e cidadãos”, desabafa o representante comercial, Fábio Fernandes. Ele ainda conta que ficou na fila cerca de 40 minutos, para sacar uma quantia em dinheiro, e quando finalmente foi atendido, o informaram que o estabelecimento não dispunha de notas suficientes.

É diante dessa ocasião, em que as agências bancárias mantêm suas atividades suspensas, que todos recorrem aos serviços das casas lotéricas e por isso, as mesmas ficam sobrecarregadas, acarretando na falta de dinheiro satisfatório para atender toda a população.

O indivíduo necessita das mínimas condições favoráveis, para viver bem, com dignidade e a partir do momento que essas qualidades não são respeitadas, é preciso rever os conceitos.

Diante disso, torna-se necessária a adoção de medidas alternativas, para resolver essa circunstância, sem que os usuários das agências bancárias saiam no prejuízo, assim como, os funcionários grevistas também possam obter sucesso em suas expectativas. De acordo com o aposentado, Mauro Farias, 69 anos, os bancários, na condição de trabalhadores, não podem ser apontados como maus feitores, pois assim como nós, eles também têm o direito à decência trabalhista.


Bancários querem mais contratações

Os funcionários concordaram com a iniciativa de paralisação, para reivindicar além de melhorias salariais, um maior contingente de contratações e com isso, a inevitável redução do trabalho terceirizado, que segundo eles gera uma subestimação por parte dos banqueiros. “Eu e meus colegas, queremos acima de tudo, a garantia de que não iremos mais ser tratados como escravos, pelas investidas dos bancos”, comenta Afonso Santana, funcionário que aderiu a greve.
Hellen Gomes

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