Pierre Lévy diz que a oralidade, a escrita e a virtualização informática são as três fases evolutivas em direção a virtualização, pela qual passou a humanidade. Na abordagem de Lévy, o texto é um objeto virtual, abstrato, independente de um suporte específico. Segundo ele, o texto é esburacado, semeado de brancos, cheio de fragmentos que não conseguimos compreender e nem juntar. Sendo assim, o ato de ler nada mais é do que rasgar, amarrotar, de torcer e de recosturar o texto, seguindo ou não as instruções de quem o escreve. Atualmente, a escrita não está somente no suporte do papel, mas também no suporte eletrônico o que torna cada vez mais acessível e mais compatível. Existe hoje, uma “desterritorialização” do texto onde as noções de unidade, identidade e localização deixam de ter sentido.
Prosseguindo a discussão, a abordagem se volta agora para o processo de virtualização da memória. Lévy afirma que virtualizante, a escrita dessincroniza e deslocaliza, fazendo surgir um dispositivo no qual as mensagens estão separadas no tempo e no espaço. Conclusão: a passagem da memória ao texto permitiu um desenvolvimento crítico, fazendo com que o homem não seja mais aquilo que sabe, mas sim aquilo que pode vir a saber.
“O computador é, portanto, antes de tudo um operador de potencialização da informação”, (LÉVY, pág. 41, 1996). Em termos de digitalização, ou de potencialização do texto, essa afirmação de Lévy resume tudo. O computador se tornou uma ferramenta dinâmica que torna a leitura mais viva, proporcionando uma verdadeira penetração num universo de criação e de leitura de signos. A leitura é uma atualização das significações de um texto, atualização e não realização, diz Lévy. Ainda segundo ele, a hipercontextualização é o movimento inverso da leitura, produz, a partir de um texto inicial uma reserva textual que pode ser transformada pelo leitor numa série de outro textos. Sendo assim, a hipertextualização permite um grande enriquecimento da leitura.
Segundo Pierre Lévy, na internet as inteligências individuais são somadas constituindo a “inteligência coletiva”. Lévy nos leva a pensar que os futuros livros e textos serão apenas projeções temporárias de hipertextos muito mais ricos e dinâmicos. Sabemos que a era digital já chegou, mas mesmo assim, considero que o texto impresso tão cedo não será extinto. È claro que o texto digital é de uma tremenda exclusividade, mas é preciso diferenciar os valores e diferenças dele e do texto impresso.
Cristiano Mendonça e Maise Rocha
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Pelas diferentes abordagens dos trabalhos que foram apresentados, é possível perceber a divergência de idéias dos autores, uns defendem o uso da internet para fins de pesquisa, entre outros, já outros autores criticam o uso dessa ferramenta. Na minha opinião, é preciso que haja umj cuidado especial no que se refere ao uso da internet. é preciso saber usar, saber pesquisar e não se basear apenas no contepudo achado na rede, é necessário aprofundar a pesquisa com referências biliográficas, para que o trabalho fique melhor embasado.
ResponderExcluirNayana Araujo