quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Internet, e Depois? Uma teoria crítica das Novas Mídias - Dominique Wolton

Com o advento tecnológico da comunicação, ao longo dos anos foram surgindo várias tecnologias que se deixam substituir por outras denominadas de novas tecnologias. Embora sejam de momentos diferentes, essas tecnologias, atuais ou antigas, não se confrontam ao ponto de uma extinguir a outra, elas ganham preferência à medida que se vá necessitar das características, das atribuições e adaptações que cada uma possa apresentar.
É correto afirmar a atual supremacia das novas tecnologias, como motivadoras de uma espécie de modernização, a qualquer custo, imposta principalmente aos jovens, por parte da classe dominadora. Mais é preciso ter cautela, pois não se pode garantir a hegemonia fixa dessas presentes tecnologias, e muito menos que elas irão perdurar por anos sem que sejam menos idolatradas.
Enquanto isso, as novas tecnologias exercem bem seu papel de ludibriar, envolvendo seus usuários com inúmeros atrativos, que deixam o indivíduo totalmente envolvido pela possibilidade de sentir-se livre, totalmente alheio a dominações e sem que haja qualquer tipo de movimentação física.
E o melhor, um espaço onde engloba todos e classes de uma sociedade. Não há distinções, qualquer é capaz e tem vez. E isso é o que estamos vivenciando no momento, tudo parece se encaixar perfeitamente, uma tecnologia interativa, para uma sociedade que preza pela liberdade individual.
Mas engana-se que pensa que pelo fato de ter acesso direto, estará munido de todo o conhecimento. Para reverter isto é válido apostar nos atributos oferecidos pela própria tecnologia, como a capacidade de agir e de criar.
A multimídia pelo seu caráter revolucionário pode ser comparada à história, pois viabiliza mudanças nos tipos de relações socioculturais. A sociedade estimulada pela internet, tem se apegado a expectativas de uma humanização solidária, mas não pelo fato técnico e sim pelo fascínio utópico que a Net traz.
A Web é composta por algumas propriedades como serviço, lazer, informação-notícia e informação-conhecimento. A necessidade de tal é constatada a partir do momento que a sociedade se dá conta de que precisa manter-se informada e em constante comunicação.
É real a distinção dada ao tipo de informação veiculada, devido às diferentes classes e culturas do público receptor. Diante disso, questiona-se sobre o fato de que essas tecnologias assumem um papel antidemocrático, pois têm caráter de selecionar ocasionando, muitas vezes, numa privação. É o que se pode chamar de nível de oferta superior ao da demanda.
A informação não pode ser comparada com a comunicação, pois ambas estabelecem funções distintas a proporção de que a primeira se propaga com maior agilidade do que a segunda.
Mesmo diante da renovação, a cada dia, das novas tecnologias, a economia das mídias permanece fortificada, pois já está impregnada no âmbito sociocultural da humanidade.
A mídia necessita de um público para assim, fazer parte das relações sociais e a partir daí, manter uma comunicação interativa. Já a Net despeja seus atrativos em qualquer lugar onde estiverem lhe acessando, sem a menor perspectiva de um retorno.
Em virtude das novas mídias a indivíduo adquire diversas reações que mexem com suas relações sociais. Por meio da internet, o internauta passa a ter dificuldades em se relacionar fora do mundo virtual; assim como utiliza muito do seu tempo para se manter conectado, e acaba esquecendo-se de vivenciar a realidade.

Hellen Gomes
Seminário V

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