quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dei o primeiro passo....

Durante as aulas podemos debater sobre o ciberespaço, e as oportunidades que temos de coletar as informações de uma forma mais rápida, mas até que ponto isso está sendo usado a nosso favor e a favor de uma melhor elaboração das matérias? Tudo está ao nosso alcance e porque não usar isso de uma maneira a garantir que os conteúdos auxiliem na produção de novas pautas... o que vemos em alguns momentos são as colas de textos já elaborados, são vários sites com o mesmo release, a reprodução desse meio é uma coisa que deve ser a todo momento questionada.
Esse meio de comunicação não deve ser o fim, a única forma de coletar as informações, é preciso usá-lo de uma forma a auxiliar o jornalista, a contribuir na elaboração do textos, ou seja, ele é mais uma fonte de pesquisa.
Escrevi para dá o ponta pé inicial, vamos lá pessoal....
Andréa Carla

2 comentários:

  1. A internet nos trouxe muita praticidade para nosso dia-a-dia. O que nos ajuda e muito, pois temos uma vida cada vez mais corrida, sem tempo para executarmos nossas tarefas da melhor maneira possível.
    No entanto, o que estamos vendo no meio jornalístico (e vou me restringir a comentar somente sobre este profissional, pois é o que nos interessa no momento) é um verdadeiro retrocesso no tocante à utilização dessa tecnologia como meio facilitador de seu trabalho.
    O famoso “gilete-press” que no ciberespaço poderia ser denominado de “ctrl C, ctrl V” está cada vez mais atuante nas redações em todo país. E isso tem de ser combatido o mais rápido possível, senão estaremos fadados ao atrofiamento da notícia. Pois o cidadão que for buscar a informação não terá opções de desdobramentos do fato, porque em todos os meios que procurar, obterá a mesma informação, dita da mesma maneira.
    Temos que discutir formas de coibir essa preguiça intelectual potencializada pelo advento da internet. Como sabemos, o copiar, colar não surgiu com a rede mundial de computadores, no entanto o meio virtual potencializou e muito essa prática.
    Defendo uma maior regulamentação no nosso meio profissional. Nada parecido com a censura vivida anos atrás em nosso país, mas que o respeito ao processo intelectual seja preservado.
    Não podemos compactuar com profissionais que passam quatro anos nos bancos de uma Universidade e quando saem, vão para as redações copiarem os textos de seus colegas (que tiveram o trabalho de irem até o local do fato para coletar e checar dados) e publicarem como se fossem seus com a desculpa de não terem tempo. Ora, caros colegas! Não podemos nos esconder atrás da Liberdade de expressão e lutarmos contra a normatização de nossas práticas, pois penso que dessa forma somente estamos indo de encontro ao bom Jornalismo, o Jornalismo de verdade o profissional na sua essência, pois não podemos ceder espaço para cópias.
    Quando falo de normatização, falo de não aceitarmos lermos textos iguais em jornais diferentes como se fossem escritos por jornalistas distintos, de ouvirmos notícias lidas com o mesmo texto em rádios diferentes, por locutores diferentes, a não ser que sejam dados os créditos a quem realmente a produziu. Ou seja, quer reproduzir o texto publicado no jornal A em seu jornal B, publique, mas divulgue que quem escreveu foi o jornalista do jornal A.
    E esse controle não deve vir de órgãos alheios ao nosso meio profissional, pois defendo que esse trabalho deve ser feito por nossos sindicatos, por nossas associações e federações, por que temos que ser os principais interessados em moralizar nossas atividades ou perderemos totalmente a credibilidade perante a sociedade, porque para “copiar e colar” não é necessário nível superior.

    Lessio Cerqueira.

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  2. A internet disponibiliza muitas coisas para aqueles que a utilizam, dentre estas está a facilidade de encontrar a informação de forma rápida, porém nem sempre precisa. Acredito que da mesma forma que ela - a internet - pode auxiliar o jornalista a coletar dados para colocar em sua matéria,pode atrapalhar pelo comodismo a qual proporciona. É muito fácil receber uma pauta, ler diversas matérias que já foram publicadas e redigir uma outra para o veículo na qual você trabalha, o difícil é mesmo sem tempo - fator principal para a prática do famoso "ctrl c ctrl v"- correr atrás de informações inovadoras que possam disponilibizar para o leitor maiores informações sobre o que está sendo publicado.
    Não estou aqui criticando a atitude de profissionais que passaram quatro anos estudando para colocar em prática uma profissão que futuramente també será nossa, mas atentando para os riscos que a facilidade que o ciberespaço oferece pode trazer para o jornalismo, riscos os quais presenciamos diariamente tanto na internet quanto em outros meios de comunicação, um jornalismo sem diferenciações, sem nada de novo para oferecer; matérias que são publicadas em vários veículos sem se quer o jornalista ter tido o trabalho de modificar o lugar da vírgula.
    A internet tem muito a oferecer tanto para os jornalistas quanto para todos os internautas, desde que ela seja utilizada de forma à contribuir para o crescimento de cada um.


    Dayze Lima

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